domingo, 21 de agosto de 2016

Os anéis que nos uniram


Como eu os admiro... Admiro a coragem que os embala, a força que os motiva e a paixão que os alimenta. Me impressiono com a força, com a garra e com a determinação que vejo expressa em seus olhos.
Admiro os sorrisos ao receber a medalha e me entristeço com as lágrimas frente a inabalável certeza de que dessa vez não vai dar.
Gosto de ver como eles enlouquecem, como gritam e agitam suas bandeiras. Sim, suas bandeiras, porque apesar de amar ver os representantes do meu país no pódio, também torço por todos os outros e me alegro quando eles são recompensados.
Claro, as Olimpíadas são baseadas em competições e sei que todos estão ali para ganhar, mas cara, quando vejo a explosão de emoção das pessoas no estádio quando alguém ganha, ou quando os vejo ovacionarem alguém pela conquista alcançada sinto-me contagiada.
E da TV do meu quarto recebo toda aquela positividade, todo aquele orgulho e toda aquela sensação de glória.
É incrível ver tantas nações diferentes unidas, sentadas umas ao lado das outras, torcendo e se emocionando em conjunto. As vezes eles torcem como eu, por outros atletas, mas quem se importa?
No final, o importante é a sensação de que por algum tempo, mesmo que por pouco tempo, as pessoas conseguiram se conectar de alguma forma, misturando bandeiras e unificando cores.
Todos, por alguns instantes eram apenas pessoas, que munidas de sua  euforia, gritavam, choravam e riam juntos.
Pode até ser que coisas ruins tenham acontecido, que  maus exemplos tenham existido para corromper todo esse meu discurso positivista. Mas vocês querem saber? não me importo. 
Não me importo porque, pelo menos uma vez, quero ser como algumas dessas pessoas que, por alguns segundos, experimentaram o gostinho de acreditar que tudo é lindo e pode ser ainda mais lindo, sem medo, sem raiva, sem mortes ou penalidades.

Quero acreditar só um pouquinho mais que poderemos, um dia, ser esse grande grupo, uma grande mistura de cores e bandeiras, uma interessante mistura de hábitos que, acreditem ou não, tornam-se muito mais belos quando as pessoas aprendem a conviver e a derrubar sua própria intolerância.

Escrito por Natalia Nunes

fonte: http://www.opera10.com.br/2015/10/olimpiadas-politica-e-competicao-por.html



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Vertente de mim...


Sou doidamente normal, 
rio de suas loucuras e me abstenho de tentar negá-las
tenho-as em meu cerne, em meu corpo, em minha pele
tenho-as incrustadas em mim, perfeitamente belas
tenho-as dessa forma
porque delas vejo, inteiramente, uma parte de mim

escrito por Natalia Nunes

fonte: http://crystalvisionsmeire.blogspot.com.br/2012_02_01_archive.html

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Tempo


Me disseram que o tempo é uma morada
Uma confusa morada onde o certo nem sempre pode ser explicado
Me disseram, certa vez, que o tempo era uma estrada
Tortuosa e vazia
E totalmente repleta de novas estradas
Sim, eles me disseram
Disseram que o tempo nunca pararia, nunca cessaria sua jornada,
Mas que escolha tinha, eu perante aquelas frases, senão resignar me de minha escolha
De minha estranha tendência em fingir que todos eles estavam errados

Natalia Nunes

Fonte: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwia5-nqvcPOAhVGGJAKHegIBQAQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.maedeguri.com.br%2F2016%2F05%2Ftempo-amigo-ou-nao.html&psig=AFQjCNF8wYUJ5ajYCDi6ug4_OsZvNoZEtg&ust=1471352629566653