sábado, 21 de janeiro de 2017

A voz da imortalidade


Dizem, quando se aproximam de mim, que sou a mais pura realidade. Dizem que não querem se esquecer de mim e que me querem para sempre ao seu lado.
Existem aqueles que me desprezam e me tomam como imprestável, porém, existem aqueles que me namoram e que me querem para sempre nos braços.
Existem uns que me nutrem, me veem crescer e adquirir bonitas raízes, sempre inabaláveis, outros, por outro lado, me podam no início e nem sequer me permitem finalizar minha jornada.
Existem alguns que culpam a mim por suas infinitas infelicidades, como se fosse minhas culpa aquelas infrutíferas lágrimas e péssimas amizades.
Existem os que me apreciam e que esperam por mim todos os dias, independentemente dos abalos e tremores que, inevitavelmente me abalam.
Eu digo e mostro a todos eles o quanto sou apaixonada, porém, enquanto uns sorriem outros milhões me viram a cara. Não sou boa o bastante para eles e nem mesmo sei o que realmente fiz de errado, talvez tenha sido muito dura em alguns momentos, mas ainda sim, sei que lhes dei inúmeras jornadas e inúmeras escolhas com frutos bem mais promissores e bem menos amargos.
Contudo, nem todos eles pegaram as dicas que derrubei pelo caminho, que deixei carinhosamente para lembrá-los que sempre quis sua felicidade... Queria eu poder lembrá-los que sou sempre eu a estar ao lado deles, de pé a carregá-los, independentemente da escolha e da jornada, sou sempre eu a esperar o melhor e a me decepcionar quando eles escolhem os frutos de pior qualidade... Queria poder dizer que sou a mais otimista, mesmo quando eles me matam, das mais diversas formas... Sou sempre eu a estar lá, no final do caminho, com a luz ainda acessa, para guiá-los.
Queria eu poder dizer que sou a Vida, que sou aquela oportunidade que tão misteriosamente lhes é dada
  

 Escrito por Natalia Nunes

Fonte: http://flores.culturamix.com/informacoes/dentes-de-leao








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